segunda-feira, 15 de março de 2010

UM DELÍRIO


Sal, suor e saliva
Do teu corpo
Dos nossos pecados
Enlouquecedores.
Febre, calor, demência
Do nosso sexo
Dos nossos encontros
Inesquecíveis.
Beijos, toques, sensações
Do nosso amor
Dos nossos desejos
Insaciáveis.
Ardo e me atiro
Em teus abraços
Estremeço e morro
A cada dia
Sem ter você.


11/12/2009

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PÉTALA


Colhi no jardim uma pétala
E nela, eu vi uma imagem
Um ser que anseia a felicidade
Adentra os mistérios e transborda
Irracionalidade continuamente
Até chegar a hora do encontro
Com a inquieta razão

A imagem era difusa e obscura
Reflexo de uma alma transtornada
Que nunca sabe ao certo
A hora de começar e parar
Espera o tempo decidir por ela
O melhor momento para a explosão


Então, revela-se disposta a luta
Uma bárbara preste a invadir
O espaço-corpo de alguém
E incandescer sua figura
Dos mais nobres sentimentos
Ou das mais loucas sensações


A imagem na pétala, descobri depois
Era reflexo do meu eu
Criatura-Universo que explora a vida
E transcende continuamente
No eterno e exaustivo porvir.

05/09/05

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O QUE DIZER...



O que dizer do som suave que sinto
Ao roçar a tua pele?
O que dizer?
Da língua que me arrepia
Do beijo molhado
Dos toques demorados.
O que dizer do cheiro que exala
Do teu corpo em delírio?
O que dizer?
Da tremura no corpo
Do gozo alucinado
Das mordidas, lambidas.
O que dizer do gosto que sinto
Na tua fenda molhada?
O que dizer?
Dos nossos abraços
Da saliva que me sacia
Do sexo que me enlouquece.
O que dizer do amor que sinto
Quando penso em você?
O que dizer?
Dos teus olhos
Dos momentos inesquecíveis.


05/12/2008

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

TEMPO



Um segundo tempo para nós
Tempo de reflexão
Depois da tempestade
Tempo de recolhimento
Depois das dores
Uma segunda chance para o amor
Com tempo para acontecer
Devagar, tranqüilo
Sem arroubos devastadores
Sem torpor de visão
Um segundo caminho para a vida
Com paz, felicidade
Onde a solidão e o tempo só existem

Como forma de suscitar poesia.



10/12/2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

TEUS LÁBIOS



Vi e falei dos teus lábios
Lindos, sensuais, um convite carnal
Para um encontro com os meus
Num momento sereno, único
À luz da lua, na areia, nos teus braços
Ao som da melodia das ondas
Que chegam a areia
E traduzem a beleza da imensidão
Do nosso louco amor


Quem me dera ali permanecer
Em tua boca, num beijo eterno
Que findaria com a minha vontade
De ter você por inteira
Oh, Lua! Oh, desejos! Oh, mar!
Cenário da minha paixão desmedida
E nossos corpos completam a pintura

Dos amantes entregues ao prazer
Esquecidos pelo gosto do beijo

18/12/2008

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DEVASSA


É no teu jeito sensual
Que eu me envolvo
Em vontades, em desejos loucos
De tirar toda a tua roupa
Sem pressa, apreciando
Cada pedaço e cheiros
Do corpo em chamas...
Deslizo a mão e sinto teus pelos
Toda a maciez da pele
E busco a tua boca, língua
Pra um beijo quente, envolvente
Sou toda devassidão...


Enquanto toco-a, devagar
Imagino já minha língua
Nas tuas curvas,
Brincando, mordiscando
Os seios intumescidos...
E, pesando sobre você,
Esfregando-me, ventre no ventre,
Pele colada e molhada
Pelo suor que escorre
Vou descendo, partindo
Para o teu sexo molhado
É lá que me perco...
Chupando, lambendo
Apreciando o teu gosto
Por todo o tempo que tenho
Antes de provocar o gozo
Único, intenso, frenético...


Depois quero você em mim
Chupando-me, devorando-me
Penetrando-me com volúpia
Tirando-me o ar e fazendo-me
Fêmea, mulher, plena...

Sentindo-te dentro
De minhas entranhas
Entregue, amada
Em espasmos de orgasmos
Que se repetem
Levando-me ao delírio
Querendo ser só tua
De frente, de costas
Selvagem, sereno...
Sem limites e nem pudores
Como o desejo pedir
Porque, assim como eu,
Você é toda devassidão!


04/11/2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

INCERTO





Meus olhos buscam
Na linha do horizonte
A imagem do teu rosto
“Despido”...
De dúvidas, mágoas,
Angústias e receios...
“Vestido”...
De vontades, sentimentos
Carinho e desejos...
Que te impeçam
De temer o desconhecido.
Vejo-te e não o alcanço
Teus olhos fugidios
Escapam aos meus
Com a mesma resposta
Sempre...
Uma incógnita latente
Que me bole por dentro
E me deixa aqui
Olhando-te de longe
Sem estar ali.




27/10/2009

sábado, 3 de outubro de 2009

DESASSOSSEGO


Meu corpo está...
Pulsando aflito

Se debatendo
Por tantos desejos...
Na ânsia de te sentir
Grudando em mim
Quente, suada...
Tirando-me o sono
Num incômodo excitante
Invadindo-me por inteira!


Entra, vem... pelos poros
Pela pele, pela boca
Pelo sexo...
Adentra em mim
E devasta-me sem pressa...
Com olhos “taurinos”
Que me enlouquecem
Meu corpo está...
Querendo de novo,
Gritando por você!


03/10/2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

FALTA VOCÊ




Na cama, inquieta,
Buscando o meu corpo
No vazio ao lado,
Queimando...
Imaginando beijos,
Querendo toques,
Precisando de carinho.
Agarra o travesseiro
Mas não é pele,
Não tem cheiro
Falta o meu calor.
Nervosa, aflita,
Você segue
Desfiando
Os fios do desejo,
As vontades
Que te consomem,
E contando as horas
Para matá-las...


21/09/2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

É PASSADO


Fui andando sem destino
Centrada num só momento
Com o pensamento voltado
Naquela lembrança latente
No sentimento que gritava
Pedia, implora por libertação.
Afastava-me, mas estava perto
A distância não leva a dor
Ela está presa no peito
E como desejo tirá-la.
Espero que os dias
O tempo e o esquecimento
Desfaçam a sua imagem
A alegria dos dias eternos
Que passei ao seu lado.
São eles que não me deixam
Ir sozinha nessa estrada
Sem o sabor, a cor e o gosto
Dos teus lábios, do teu beijo.
Sem a sensação de que
Nada se perdeu e que tem volta
Que um dia ainda terei
Outra vez, você em mim.
Não quero voltar
Continuo, em frente
Um dia, quem sabe um dia
Você estará num passado
Em preto e branco
Como se fosse um sonho
E a realidade, a minha vida
Poderá existir sem o seu amor.


25/08/2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

CADA DIA É UM A MENOS...



Eu vejo a vida
Em contagem
Regressiva
Como se o tempo
Ao passar
Caminhasse
Para trás.
E a vida
Encurtasse
Menos um dia
Dois, três...
E eu envelheço
Mostro os sinais
De sua distância
Na medida em que
Se afastam de mim
As horas, os minutos
O tempo presente
Que vira passado
Vivo na memória
Morto no correr
Do dia que se foi.

18/08/2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

NA CAMA



Foi na cama que te olhei diferente
Senti de perto teu cheiro de mulher
Tua boca num convite
Teu desejo te ardendo o ser

Na cama, senti tua sede de meus toques
E molhei-me nos teus beijos
Quis matar a fome do teu corpo
Saciar a vontade que nos consumiu

Foi na cama que te amei diferente
Senti suavemente teu gosto de mulher
Tua língua na minha
Teu desejo me arrepiando a pele

Na cama, senti, falei, gritei, gozei...
E molhei-me no teu sexo
Quis matar o tempo que passava
Saciar nossos corpos e dormir

10/10/2008