Te ver, te ouvir e não te tocar
Me deixa inquieta, aflita
Cheia de desejos...
Ardentes, explodindo em mim!
Vontade imensa
de sentir o cheiro da pele,
gosto da boca, o beijo...
Tesão louco, desmedido!
De ter teu corpo suado
colado no meu, num abraço.
Te ver, te ouvir e não te tocar
É um intenso martírio
Que sofro a cada dia.
São pequenos detalhes:
As mãos, os pés, o umbigo...
Pedacinhos que me enlouquecem
Levam-me ao delírio!
Queria “morrer” todas as noites,
Lentamente e com voracidade,
De tanto fazer... amar contigo!
30/01/2009
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
UM DELÍRIO
Sal, suor e saliva
Do teu corpo
Dos nossos pecados
Enlouquecedores.
Febre, calor, demência
Do nosso sexo
Dos nossos encontros
Inesquecíveis.
Beijos, toques, sensações
Do nosso amor
Dos nossos desejos
Insaciáveis.
Ardo e me atiro
Em teus abraços
Estremeço e morro
A cada dia
Sem ter você.
11/12/2009
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
PÉTALA
Colhi no jardim uma pétala
E nela, eu vi uma imagem
Um ser que anseia a felicidade
Adentra os mistérios e transborda
Irracionalidade continuamente
Até chegar a hora do encontro
Com a inquieta razão
A imagem era difusa e obscura
Reflexo de uma alma transtornada
Que nunca sabe ao certo
A hora de começar e parar
Espera o tempo decidir por ela
O melhor momento para a explosão
Então, revela-se disposta a luta
Uma bárbara preste a invadir
O espaço-corpo de alguém
E incandescer sua figura
Dos mais nobres sentimentos
Ou das mais loucas sensações
A imagem na pétala, descobri depois
Era reflexo do meu eu
Criatura-Universo que explora a vida
E transcende continuamente
No eterno e exaustivo porvir.
05/09/05
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O QUE DIZER...
O que dizer do som suave que sinto
Ao roçar a tua pele?
O que dizer?
Da língua que me arrepia
Do beijo molhado
Dos toques demorados.
O que dizer do cheiro que exala
Do teu corpo em delírio?
O que dizer?
Da tremura no corpo
Do gozo alucinado
Das mordidas, lambidas.
O que dizer do gosto que sinto
Na tua fenda molhada?
O que dizer?
Dos nossos abraços
Da saliva que me sacia
Do sexo que me enlouquece.
O que dizer do amor que sinto
Quando penso em você?
O que dizer?
Dos teus olhos
Dos momentos inesquecíveis.
05/12/2008
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
TEMPO
Um segundo tempo para nós
Tempo de reflexão
Depois da tempestade
Tempo de recolhimento
Depois das dores
Uma segunda chance para o amor
Com tempo para acontecer
Devagar, tranqüilo
Sem arroubos devastadores
Sem torpor de visão
Um segundo caminho para a vida
Com paz, felicidade
Onde a solidão e o tempo só existem
Como forma de suscitar poesia.
10/12/2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
TEUS LÁBIOS
Vi e falei dos teus lábios
Lindos, sensuais, um convite carnal
Para um encontro com os meus
Num momento sereno, único
À luz da lua, na areia, nos teus braços
Ao som da melodia das ondas
Que chegam a areia
E traduzem a beleza da imensidão
Do nosso louco amor
Quem me dera ali permanecer
Em tua boca, num beijo eterno
Que findaria com a minha vontade
De ter você por inteira
Oh, Lua! Oh, desejos! Oh, mar!
Cenário da minha paixão desmedida
E nossos corpos completam a pintura
Dos amantes entregues ao prazer
Esquecidos pelo gosto do beijo
18/12/2008
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
DEVASSA
É no teu jeito sensual
Que eu me envolvo
Em vontades, em desejos loucos
De tirar toda a tua roupa
Sem pressa, apreciando
Cada pedaço e cheiros
Do corpo em chamas...
Deslizo a mão e sinto teus pelos
Toda a maciez da pele
E busco a tua boca, língua
Pra um beijo quente, envolvente
Sou toda devassidão...
Enquanto toco-a, devagar
Imagino já minha língua
Nas tuas curvas,
Brincando, mordiscando
Os seios intumescidos...
E, pesando sobre você,
Esfregando-me, ventre no ventre,
Pele colada e molhada
Pelo suor que escorre
Vou descendo, partindo
Para o teu sexo molhado
É lá que me perco...
Chupando, lambendo
Apreciando o teu gosto
Por todo o tempo que tenho
Antes de provocar o gozo
Único, intenso, frenético...
Depois quero você em mim
Chupando-me, devorando-me
Penetrando-me com volúpia
Tirando-me o ar e fazendo-me
Fêmea, mulher, plena...
Sentindo-te dentro
De minhas entranhas
Entregue, amada
Em espasmos de orgasmos
Que se repetem
Levando-me ao delírio
Querendo ser só tua
De frente, de costas
Selvagem, sereno...
Sem limites e nem pudores
Como o desejo pedir
Porque, assim como eu,
Você é toda devassidão!
04/11/2009
Que eu me envolvo
Em vontades, em desejos loucos
De tirar toda a tua roupa
Sem pressa, apreciando
Cada pedaço e cheiros
Do corpo em chamas...
Deslizo a mão e sinto teus pelos
Toda a maciez da pele
E busco a tua boca, língua
Pra um beijo quente, envolvente
Sou toda devassidão...
Enquanto toco-a, devagar
Imagino já minha língua
Nas tuas curvas,
Brincando, mordiscando
Os seios intumescidos...
E, pesando sobre você,
Esfregando-me, ventre no ventre,
Pele colada e molhada
Pelo suor que escorre
Vou descendo, partindo
Para o teu sexo molhado
É lá que me perco...
Chupando, lambendo
Apreciando o teu gosto
Por todo o tempo que tenho
Antes de provocar o gozo
Único, intenso, frenético...
Depois quero você em mim
Chupando-me, devorando-me
Penetrando-me com volúpia
Tirando-me o ar e fazendo-me
Fêmea, mulher, plena...
Sentindo-te dentro
De minhas entranhas
Entregue, amada
Em espasmos de orgasmos
Que se repetem
Levando-me ao delírio
Querendo ser só tua
De frente, de costas
Selvagem, sereno...
Sem limites e nem pudores
Como o desejo pedir
Porque, assim como eu,
Você é toda devassidão!
04/11/2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
INCERTO
Meus olhos buscam
Na linha do horizonte
A imagem do teu rosto
“Despido”...
De dúvidas, mágoas,
Angústias e receios...
“Vestido”...
De vontades, sentimentos
Carinho e desejos...
Que te impeçam
De temer o desconhecido.
Vejo-te e não o alcanço
Teus olhos fugidios
Escapam aos meus
Com a mesma resposta
Sempre...
Uma incógnita latente
Que me bole por dentro
E me deixa aqui
Olhando-te de longe
Sem estar ali.
27/10/2009
sábado, 3 de outubro de 2009
DESASSOSSEGO
Meu corpo está...
Pulsando aflito
Se debatendo
Por tantos desejos...
Na ânsia de te sentir
Grudando em mim
Quente, suada...
Tirando-me o sono
Num incômodo excitante
Invadindo-me por inteira!
Entra, vem... pelos poros
Pela pele, pela boca
Pelo sexo...
Adentra em mim
E devasta-me sem pressa...
Com olhos “taurinos”
Que me enlouquecem
Meu corpo está...
Querendo de novo,
Gritando por você!
03/10/2009
Pulsando aflito
Se debatendo
Por tantos desejos...
Na ânsia de te sentir
Grudando em mim
Quente, suada...
Tirando-me o sono
Num incômodo excitante
Invadindo-me por inteira!
Entra, vem... pelos poros
Pela pele, pela boca
Pelo sexo...
Adentra em mim
E devasta-me sem pressa...
Com olhos “taurinos”
Que me enlouquecem
Meu corpo está...
Querendo de novo,
Gritando por você!
03/10/2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
FALTA VOCÊ
Na cama, inquieta,
Buscando o meu corpo
No vazio ao lado,
Queimando...
Imaginando beijos,
Querendo toques,
Precisando de carinho.
Agarra o travesseiro
Mas não é pele,
Não tem cheiro
Falta o meu calor.
Nervosa, aflita,
Você segue
Desfiando
Os fios do desejo,
As vontades
Que te consomem,
E contando as horas
Para matá-las...
21/09/2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
É PASSADO
Fui andando sem destino
Centrada num só momento
Com o pensamento voltado
Naquela lembrança latente
No sentimento que gritava
Pedia, implora por libertação.
Afastava-me, mas estava perto
A distância não leva a dor
Ela está presa no peito
E como desejo tirá-la.
Espero que os dias
O tempo e o esquecimento
Desfaçam a sua imagem
A alegria dos dias eternos
Que passei ao seu lado.
São eles que não me deixam
Ir sozinha nessa estrada
Sem o sabor, a cor e o gosto
Dos teus lábios, do teu beijo.
Sem a sensação de que
Nada se perdeu e que tem volta
Que um dia ainda terei
Outra vez, você em mim.
Não quero voltar
Continuo, em frente
Um dia, quem sabe um dia
Você estará num passado
Em preto e branco
Como se fosse um sonho
E a realidade, a minha vida
Poderá existir sem o seu amor.
25/08/2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
CADA DIA É UM A MENOS...

Eu vejo a vida
Em contagem
Regressiva
Como se o tempo
Ao passar
Caminhasse
Para trás.
E a vida
Encurtasse
Menos um dia
Dois, três...
E eu envelheço
Mostro os sinais
De sua distância
Na medida em que
Se afastam de mim
As horas, os minutos
O tempo presente
Que vira passado
Vivo na memória
Morto no correr
Do dia que se foi.
18/08/2009
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